Moda

Vestido Real: 70 Anos de História

novembro 21, 2017 Por Ju Schmidt

Se casamentos curtos de celebridades já ficam registrados na memória pela importância ou pelas escolhas do casal, o que dizer da união da Rainha Elisabeth com o Príncipe Philip que comemorou 70 anos ontem (20)? Em um casamento inesquecível, a história do vestido real permanece marcante até hoje.

Entre as curiosidades divulgadas pelo portal oficial da realeza britânica em comemoração às bodas de platina, o destaque vai para O Vestido da Rainha, criado por Sir Norman Hartnell, e sua importância histórica.

O VESTIDO REAL

  • Selecionado entre vários modelos o desenho do estilista Sir Norman Hartnell foi escolhido em meados de agosto, menos de três meses antes do casamento.

  • Segundo Hartnell, a inspiração para o modelo veio da tela Primavera, de Botticelli, que simboliza a chegada da estação.
  • A Princesa Elisabeth teve que usar cupons de racionamento de roupas para pagar pelo vestido, por causa das medidas de racionamento após a Segunda Guerra.
  • Mobilizadas, pessoas de todo o Reino Unido enviaram cupons para ajudar com o vestido, embora eles tenham sido devolvidos, pois era ilegal que fossem usados.
  • De simples o vestido real só tinha o corte, com uma cauda de tule de seda de aproximadamente 4,5m ganhou bordados com pérolas, cristais e apliques de bordado de tule.

  • Tecido pela Warner & Sons, o cetim para os apliques foi produzido no Castelo Lullingstone, em Kent.
  • Feito em cetim duchesse, o material do vestido foi encomendado para a empresa de Wintherthur, próxima a Dunfermline, na Escócia.
  • O vestido foi decorado com cristais e 10.000 minipérolas, importadas dos Estados Unidos.
  • Elisabeth combinou o vestido com sandálias de salto alto de cetim duchesse marfim, adornadas com fivelas de prata e minipérolas e feitas por Edward Rayne.

OS DETALHES

  • Entre as joias escolhidas dois colares de pérolas, o mais curto era o “Rainha Anne”, que, reza a lenda, havia pertencido a Anne, última rainha da dinastia Stuart.
  • O outro colar conhecido como “Rainha Carolina” teria pertencido à esposa do Rei George II.
  • Ambos os colares foram presentes de casamento do pai de Elisabeth, cedidos à Coroa pela Rainha Victoria.
  • A tiara com franjas de diamante foi emprestada à Rainha no dia do seu casamento. A moldura da pedra quebrou quando a joia estava sendo colocada e teve que ser rapidamente arrumada.
  • Norman Hartnell também foi o responsável pelo look de partida da Princesa Elisabeth, um conjunto de vestido e casaco azul claro.

  • Em 1953, o mesmo estilista criou outra bela peça, dessa vez para a coroação de Elizabeth. Confeccionado em cetim duchese branco, recebeu um rico bordado floral feito com fios de ouro e prata, além de pérolas, lantejoulas e cristais.
  • Após o casamento, o vestido foi exposto no Palácio St James e em seguida partiu para uma turnê pelo Reino Unido, visitando Glasgow, Liverpool, Bristol, Preston, Leicester, Nottingham, Manchester, Bradford, Leeds e Huddersfield.
  • O buquê era formado por orquídeas brancas e um ramo de murta, uma tradição iniciada pela Rainha Victoria.

  • A Worshipful Company of Gardeners foi responsável pelas flores do buquê, que foi composto pelo florista MH Longman.

Um vestido tão emblemático só podia ter uma história incrível como esta e se tal peça realmente possui o poder de dar sorte à uma união nada mais venturoso do que um casamento que já dura 70 anos.

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