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#WeWantQuant: V&A dedica exposição inédita a Mary Quant

abril 22, 2019 Por Ju Schmidt

Definitivamente nesta temporada Londres está borbulhando com uma programação cultural incrível, já falamos aqui da exposição das obras do Van Gogh no Tate Britain e das fotos de Tim Walker no V&A , mas o Victoria & Albert Museum foi além e acaba de anunciar a organização da primeira exposição dedicada a Mary Quant. Os amantes de moda piram!

A Exposição

Brincadeiras a parte em junho do ano passado o museu lançou a hashtag #WeWantQuant, já pensando na exposição, mais de 800 pessoas de todos os cantos da Inglaterra entraram em contato com a curadoria do museu oferecendo peças, acessórios, maquiagens e revistas. Aos 35 itens garimpados pela campanha, somaram-se outros 150 dos acervos de Quant e do museu, o resultado desse esforço de pesquisa preenche dois andares do V&A a partir do dia 6.

Mary Quant

Mary Quant é a estilista inglesa famosa por revolucionar a moda na década de 60, com roupas descomplicadas, coloridas e mais curtas do que mandava a cartilha dos bons costumes fashion da época. Depois de estudar arte na faculdade de Goldsmiths, no sul de Londres, onde nasceu em 1930, Quant abriu uma pequena loja na Kings Road, a Bazaar, toda focada no público jovem. Ali, vendia somente as roupas e os acessórios que queria usar. O sucesso foi tão grande que, em menos de três anos, abriu outro ponto e viu florescer no mesmo bairro, o Chelsea, centenas de portinhas como a sua. Muitos consideram Mary a inventora da minissaia, porém há quem diga que foi André Courrèges quem subiu a barra dos vestidos e mostrou os joelhos femininos pela primeira vez depois da Segunda Guerra.

No entanto, ninguém pode tirar o crédito de Mary Quant de viralizar a peça. Junto com os Rolling Stones, as jaquetas dos mercados de Portobello Road e as botas de couro, Quant é um dos ícones do Swinging London, movimento cultural dos anos 60 que exportou a descontração, a rebeldia, o rock e a cidade de Londres para além da ilha.

Mary era especialista em entender o que as ruas queriam e converter atitude em peças de vestuário. “Ela mudou os eixos da indústria da moda e transformou os jovens nos líderes do estilo”, escreve Tristram Hunt, diretor do V&A, no catálogo da exposição.

Viva a Revolução

Apesar de passar rapidamente pela infância de Mary, a exposição se centra no período de 1955 e 1975, quando o look criado por ela se popularizou entre as jovens de pernas longas, com minissaias, suéteres justos e botas de salto e cano alto, além de alçar as modelos Twiggy e Jean Shrimpton ao sucesso. Foi nesse período também que ela lançou a Ginger Group, linha mais fast-fashion de roupas, cosméticos e até lençóis, que vendia para lojas de dentro e fora da Inglaterra. Mary inovou ainda no jeito de vender. Música alta, distribuição de drinques, vitrines ousadas mais vendedores descontraídos e sinceros eram constantes em seus endereços.

“Não queríamos mais nos vestir, nem comprar no mesmo lugar que nossos pais”, contou Mary Quant, prestes a completar 90 anos, para a Vogue.

A verdade é que Mary Quant foi muito além do fazer diferente e deu mais liberdade para as mulheres com suas peças ousadas e jovens. Se pretende ir a Londres até o início do ano que vem esta é uma exposição que com certeza merece sua visita.

Victoria and Albert Museum: Cromwell Road. Até 16 de fevereiro de 2020

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