Moda

Top 5: Semana de Alta-costura Paris Inverno 2020

julho 17, 2019 Por Ju Schmidt

Mais uma semana de alta-costura tomou conta de Paris para mostrar as tendências para o inverno 2020, destaquei neste post o Top 5 das passarelas que vão de inspirações do passado a questionamentos e criações futuristas tudo em uma mesma semana de moda.

DIOR

Nos bastidores da Christian Dior, Maria Grazia Chiuri está pensando profundamente sobre roupas – não apenas no que diz respeito a como elas aparecem e o que gostamos ou não, mas por quê. Isso se tornou um assunto de fascínio para ela depois de ler Bernard Rudofsky, o escritor austro-americano e contemporâneo de Christian Dior, que escreveu o ensaio “Are Clothes Modern?”, de 1947, que acompanhava a exposição do MoMA de mesmo nome. Rudofsky postulou que muitas convenções – por muito tempo consideradas inseparáveis ​​do vestuário e, portanto, nunca questionadas – são, na verdade, inúteis, desonestas e até prejudiciais.

As cariátides da Grécia Antiga e a arquitetura mais moderna de Paris são uma metáfora perfeita para essa coleção, funcionando como elementos decorativos e estruturas integrais. Este foi o mais confiante desfile de alta-costura de Chiuri até o momento, e também o mais requintado.

O vestido de casa de boneca de ouro – uma peça criada em colaboração com a artista feminista surrealista Penny Slinger – foi uma cartada certeira bem a tempo do lançamento do documentário sobre o trabalho de Slinger, Out of the Shadows.

CHANEL

Para sua estreia na alta-costura da Chanel, Virginie Viard colocou sua coleção em uma biblioteca inspirada na do apartamento diurno de Gabrielle Chanel na rue Cambon e em Galignani, a célebre livraria da rue de Rivoli que incluía o bibliófilo Karl Lagerfeld entre seus principais clientes. Para isso, transformou o Grand Palais numa vasta biblioteca circular. “Eu sonhei com uma mulher com uma elegância indiferente”, disse Viard sobre suas graciosas silhuetas dos anos 1930. O resultado? Um momento perfeitamente pacífico que habilmente lembrou os espectadores da “calma adquirida pela leitura”.

VALENTINO

Pierpaolo Piccioli tem muitos movimentos de mestre. Seu desfile Valentino inverno 2020 não foi apenas uma ode ao jogo de textura (paetês, penas e plumas) ou estampas cênicas (em homenagem às pinturas de Diana Vreeland), mas uma homenagem para o casting diversificado. “A única maneira de fazer alta-costura hoje é abraçar as diferentes identidades e culturas das mulheres”, disse Piccioli à Nicole Phelps, da Vogue americana, durante um tour privé sobre a coleção. A modelo e atriz de 75 anos de idade, Lauren Hutton, foi uma das que riscaram o desfile e, usando um dos looks mais simples da coleção, causou nada menos do que uma sensação global.

Piccioli questionou a moda em sua essência nesse desfile: “E se a famosa foto de Cecil Beaton dos vestidos de Charles James fosse com mulheres negras?” O estilista desenvolveu um novo conceito, o de coleções com uma consciência.

IRIS VAN HERPEN

Os desenhos mecanizados de Iris van Herpen, indiscutivelmente, proporcionaram um dos momentos mais fascinantes da história da alta-costura. Melhor é pensar em seu trabalho como peças de arte, com cada vestido uma tela e a modelo como a moldura sobre a qual ela é esticada.

Nesta temporada van Herpen colaborou com o escultor cinético norte-americano Anthony Howe, cujas peças são movidas pelo vento.

O look final – um vestido artesanal feito de penas e aço inoxidável, levou quatro meses para ser criado.

GIVENCHY

A sempre contida, em respeito ao passado da marca, Clare Waight Keller, veio para essa temporada mais ousada e cheia de ideias. O apelo “extra” das plumas não mostra sinais de declínio aos olhos da fila A, ou dos designers de peso pesado da semana da alta-costura. Nesta temporada, Givenchy conquistou a coroa quando se tratou de haute plumage – e quem melhor para mostrar a visão decadente de Clare Waight Keller sobre o futuro do que Kaia Gerber.

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