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Time’s Up: Como os Golden Globes Confirmaram a Força do Movimento

janeiro 10, 2018 Por Ju Schmidt

2018 mal tinha começado e as redes sociais já borbulhavam com a hashtag Time’s Up. O tempo acabou, não dava para começar um novo ano sem mudanças reais no mercado de trabalho.

#MeToo

O movimento, na verdade, começou a dar seus primeiros passos ainda em 2017 quando atrizes em um ato de coragem revelarem o assédio e a desigualdade que enfrentam na indústria do cinema, com casos como o do produtor Harvey Weinstein.

A partir dessa primeira iniciativa de tamanha visibilidade outras mulheres tiveram coragem de dizer “eu também” (#MeToo) e revelar abusos sofridos em outras áreas, incluindo “mercados menos glamourosos e valorizados”.

TIME’S UP

A grande proporção de engajamento à iniciativa provou que era hora de por um fim ao assédio e a desigualdade de gênero e racial, pedindo por mais mulheres em postos de poder e liderança, igualdade de benefícios, oportunidades, remuneração e representação para as mulheres.

Assim, em janeiro, iniciava-se o movimento Time’s Up. Dia após dia, mais e mais atrizes demonstravam apoio ao manifesto nas redes sociais, incluindo grandes nomes como Cate Blanchett, Ashley Judd, Natalie Portman e Meryl Streep.

GOLDEN GLOBE AWARDS 2018

A prova de força do movimento, veio agora, mais precisamente no último domingo (7) quando as primeiras atrizes começaram a chegar numa das mais esperadas premiações do cinema e da TV em Hollywood, os Golden Globe Awards 2018, todas vestidas de preto.

A resposta foi unânime, inclusive os homens aderiram ao movimento e demonstraram seu apoio.

Mas não foi só a cor da roupa que deu forças ao protesto, várias atrizes chegaram acompanhadas de ativistas: Emma Watson e Marai Larasi, Amy Poehlere Saru Jayaraman, Michelle Williams e Tarana Burke (fundadora do movimento #MeToo), Meryl Streep e Ai-jen Poo.

A atriz Emma Stone, apoiou o protesto inclusive através de sua maquiagem. Sua maquiadora Rachel Goodwin se inspirou na história das sufragistas para escolher a sombra verde e o batom violeta que remetem à luta pelo direito ao voto.

A premiação reservou ainda algumas surpresas como a vitória de séries e filmes predominantemente femininos, como “Big Little Lies”“The Handmaid’s Tale” e a incrível alfinetada de Natalie Portman à falta de mulheres indicadas ao prêmio de melhor direção.

Além, é claro, do emocionante discurso de Oprah, que homenageada com o prêmio Cecil B. DeMille por sua carreira, falou sobre ser a primeira mulher negra a receber o prêmio pelo conjunto da obra e sobre a força das mulheres, o assédio sexual e o racismo.

Provando que, diferentemente do que todos pensam, mesmo uma única voz faz diferença se reflete um problema em comum. Às vezes um posicionamento so requer coragem para ser ouvido e levado adiante.

 

A corrente iniciada com a #MeToo alcançou seu ápice neste Golden Globes e a mensagem que fica, nas palavras de Oprah, é:

“Eu quero que todas as garotas assistindo aqui, agora, que saibam que um novo dia está no horizonte. E que quando este novo dia finalmente chegar, será por causa de muitas mulheres magníficas, (…) e algum homens fenomenais, lutando duro para ter certeza de que elas se tornem as líderes que nos levem a um tempo em que ninguém jamais tenha de dizer ‘Eu também’ novamente.”

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